O Sucesso do Pix em quatro anos e rumo ao Drex
- Antonio Everton C Jr
- Mar 11, 2025
- 3 min read
Quando foi que alguém imaginou que bastaria levar o celular para a praia para
poder consumir sem ter que levar a carteira com documentos e dinheiro? No
aparelho podem estar identidade, CNH, cartões de débito e de crédito, outros
aplicativos, entre eles, necessariamente o do banco, ambiente onde, hoje, é
preciso entrar para realizar pagamentos via Pix.
Na outra ponta do consumo estão os vendedores ambulantes, barraqueiros e
outros trabalhadores; todos aceitando pagamento com Pix, porque possuem conta em ambiente financeiro (físico e/ou digital) também.
Com essa imagem, a de estar em um dia ensolarado na praia, realizando
pagamentos pelo Pix – meio de pagamento e de transferência eletrônico e
instantâneo, estabelecido pelo Banco Central – é que celebra-se os quatro anos de existência desta inovação junto à população brasileira.
Lançado oficialmente em 16 de novembro de 2020, o recurso evoluiu e tornou-se
cada vez mais seguro e confiável, caindo no gosto tanto de pessoas físicas como
jurídicas, funcionando plenamente, 24 horas por dia.
A sua dimensão, ou seja, o volume de operações, valores e números das
transações, entre outros atributos, tornou-se tão extensa que, no contexto da
evolução e aperfeiçoamento dessa ferramenta, daqui a pouco chegará o Drex – já conhecido como o real digital, ou seja, a moeda nacional em meio eletrônico.
O Drex consistirá na continuidade do avanço do emprego da tecnologia nos
meios de pagamento, base monetária e liquidez do sistema, possuindo o Banco
Central total controle sobre esses meios de pagamento eletrônicos, como já
ocorre com o papel moeda.
Nesse processo em que a cédula de dinheiro perde espaço para dispositivos
eletrônicos, junto com as vantagens para o uso cotidiano, o Drex deverá estar
num aplicativo do celular, tipo carteira, para que possa ser usado no consumo (à
vista, parcelado, pré-agendado), e também como meio de troca com outras moedas, pagamentos a serem feitos apenas por aproximação ou transferências,
sem que necessariamente seja preciso adentrar no ambiente bancário no qual a
pessoa possui conta, como é hoje. Pelo visto, os benefícios do Drex tendem a ser
incomensuráveis.
Nos quatro anos do Pix, a apresentação de estatísticas oficiais servirá para refletir
o sucesso crescente; para mostrar que a aderência da população justifica a
expectativa pela implementação do Drex; para provar o êxito da política pública
sobre a economia de tinta e papel do dinheiro que circula; e para indicar que a
sociedade mudou, demandando cada vez mais facilitadores confiáveis para as
suas transações financeiras.
Com essas considerações, a evolução do sistema apresenta-se como um processo que não esgota-se em si mesmo, necessitando continuamente de
aperfeiçoamento, porque as tendências sociais se modificam mesmo após a sua
implementação.
Os últimos dados disponibilizados pelo Banco Central do Brasil demonstram
como o Pix insere-se na economia, cabendo reproduzi-los: são 542.168.993
contas cadastradas, divididas em Pessoa Física – 513.973.746 (94,8%) e Pessoa
Jurídica – 28.195.247 (5,2%).
Apenas em setembro deste ano ocorreram 5,539 bilhões de transações que
somaram mais de R$ 2,446 trilhões. Com relação ao número de chaves do
sistema Pix registram-se os seguintes dados: chaves aleatórias – 387.527.317;
Celular – 148.358.511; CPF -139.679.260; e e-mail – 116.945.205.
As operações com Pix possuem diversos sentidos: Pessoas para Pessoas –
2.450.236 (48%); Pessoas para Empresas – 2.023.650 (40%); Empresas para
Pessoas – 439.511 (9%); e Empresas para Empresas – 165.096 (3%).
Por fim, os valores com as operações por meio do Pix alcançam os seguintes
patamares: Empresas para Empresas – R$ 934.893.966 (45%); Pessoas para
Pessoas – R$ 615.694.674 (29%); Empresas para Pessoas – R$ 266.150.728
(13%); e Pessoas para Empresas – R$ 246.871.921 (12%).
Pelo critério de classificação do Banco Central, o volume de transações de
pessoas para empresas não permite vislumbrar a participação do setor do
comércio e outros sobre o total, na medida em que estão sob a rubrica
“Empresas” todos os tipos de CNPJs.
Mesmo assim, apesar da dificuldade, pode-se pressupor que o comércio vem
sendo bastante beneficiado com o Pix, seja no ambiente físico ou no virtual.
Porque as facilitações geradas garantem mais segurança às transações, bem como confiabilidade e garantia.
Prova disso foi a modalidade recém introduzida, o Pix parcelado, que vem
ocupar o lugar do cheque pré-datado (que já quase não se usa) e do cartão de
crédito, com seus custos financeiros subjacentes. A sua disseminação poderá
fazer com que os juros diminuam em virtude da concorrência com o sistema de
crédito, graças ao menor custo operacional.
Não há como mencionar o Pix sem citar o Drex, mesmo no quarto aniversário do
primeiro, sem que o segundo ainda exista de fato.
Daqui a pouco, com o Drex, as novidades serão outras, muitas e mais
impressionantes, com o incremento da tecnologia servindo para guarnecer um
novo sistema que estará dando os primeiros passos, assim como foi com o Pix há
quatro anos.

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